19.9.08

Fragmento seco

Mas chega de descrevê-la. Ela apenas era. E os principais verbos dessa fábula se parecem com andar.
Arranhava na estrada seus calcanhares de pedra. Seus pés rugiam na poeira vaga e vermelha daqueles caminhos nordestes.
Ela fazia sua dimensão. Ela era toda ausente.
Ela era uma mulher com uma lata.
A lata brilhava ao sol.
A mulher não.

6 comentários:

Anônimo disse...

Nossa! Que coisa enigmática!

Clau

Glauce disse...

que fragmento, hein! delícia!!

Lubi disse...

Bela imagem.
=)

Rebecca P. disse...

Vc achou, Clau? Engraçado...

Glauce e Lubi, obrigada!

Denise disse...

Dá pra sentir a solidão dessa mulher, a "mulher-de-lata", que não é a personagem do Mágico de Oz :-) Beijos, minha amiga genial! Continue arrasando!

Rebecca P. disse...

Brigada, denise!

Beijos de sua amiguinha, que não é de lata, nem genial, mas sem dúvida é de Oz...

;)