
Para Elisa
É poder achar brilhando nas coisas o que nelas é secreta vertigem. Tão secreta que às vezes rudemente se mostra. Escancarada e quase triste. Como várias vezes a verdade. É andar com os olhos um pouco além dos espelhos, para além de classe ou muro, para o lado expulso da cena. Ou da festa.
É pulsar à beira das coisas, no avesso coreográfico de cada dia, buscando o inalcançável sim. E o resistente não. É dizer sim ao não e não ao sim. Se necessário for.
É recusar o projeto coletivo de manter os olhos fechados. E abri-los.
E abri-los de novo. Os olhos. E ainda mais.
E ficar boquiaberto, porque, afinal...
O mundo estava lá o tempo todo.
E vivo.
Comentários
fiquei emocionada
muito obrigada,
muitos beijos,
; )