23.6.11

Cordéis avulsos

Vida e literatura são piedosamente imprecisas.

O vazio razoável. Necessário. Para o salto.

Nunca absoluto. Mas evidente.

A literatura encena o que a vida exige.

Às vezes fome. Às vezes, consistência.

Tudo é sobreposição. Avesso. Incontinência.

O rosto exacerbado. Nem grandiloquente nem suntuoso. Apenas colocado.

Visto para ser revisitado.

Do argumento da sede: a redundância é sempre bem vinda.

A forma em seu tempo.

Talvez formalize uma fértil ampliação de fronteiras.

Talvez.




Um comentário:

Anônimo disse...

Gostei. Uma das razões de eu gostar tanto de literatura é a minha busca incessante de mais sentidos possíveis para a vida.
Beijos.
MSRL