14.2.13

Dos sustos.



Querendo escrever. Quando a vida fica muito grande. Ou muito pequena. Precisando escrever. Mas as palavras não saem. Simplesmente engasgam. Tudo é por um fio. De faca ou de norte.

Querendo viver. Quando a escrita fica muito ácida. Ou muito estreita. Precisando viver. Mas o fôlego falta. Ou jorra. Tudo é por um rito. De passagem ou de sorte.

Querendo sofrer. Quando tudo fica muito distante. Ou muito próximo. Precisando sofrer. Mas a vida sobra e luta. Engasga, vibra, escreve. Tudo é por um caminho. De alegria ou de suporte.

Querendo entender. Quando tudo o mais é rarefeito e breve. Quando tudo para. Sem deixar de continuar. Tudo é mesmo por um rio. De saudade ou de morte.

Para Bruce Amaro

2 comentários:

Anônimo disse...

Bunito.

Vanusa

Cláudia Cerqueira disse...

Rebecca,

saudades,

bjos,

Cláudia