Pular para o conteúdo principal

um começo... outros delírios...

Esse blog começa assim. Já começado. Ele já foi idéia e projeto e dúvida e silêncio. Ele já foi outras coisas, mas agora é blog. Ou seja lá que nome tenha. O nome não é importante. Ou é?

Isso que agora vem fica sendo algo público e tímido e delimitado, mas já foi outras coisas, já teve outros limites.

Não se pode exigir de algo que tenha um ponto de partida só. Há muitos pontos, muitas linhas que terminam aqui. Outras começam aqui. É isso mesmo.

Aliás, gosto da intervenção que Clarice Lispector fez nos textos sagrados... No começo não havia um verbo. Houve um sim.

Sim, houve um sim. O problema, se é que problema é, é que no íntimo desordenado do sim já se ouve um matreiro e teimoso não.

Então. Esse blog começa como tudo começa. Com um sim e com um não. O que, aliás, não pode nunca ser confundido com um talvez.

Comentários

Anônimo disse…
Rebs, q bacana essa sua ação de concretizar o blog. Já houve outro antes? Não importa tb, este há e aqui começam já a se desenrolar as suas muitas estórias! O 'velho anjo' é o fim e o início de tudo, né? Bjs, Mônica
Anônimo disse…
Baby
Finalmente saíste da caverna, hein! Te queremos muito, te queremos verbo também.
Beijocas
Anônimo disse…
Querida,
O que vale é começar...
Estarei aqui, acompanhado de perto... :)

beijo grande e saudades

Ritinha
tainah disse…
Um amigo me disse uma vez que um sim carrega todas as tempestades do mundo. Acho que esse sim que você deu agora vai trazer não uma tempestado, mas uma agradável brisa por aqui.

Adoro você!
Anônimo disse…
Blog precisa de fotos, ok? Aguardo por elas.......rsrsrsrd
Anônimo disse…
Vai em frente que nos estamos seguindo você. E seus textos. Saudades.
Anapaula.
Anônimo disse…
inha querida assim como voce é deliciosa de conviver..é deliciosa de lêr...Obrigada pelo presente que vc deu a todos!!!BJS CRIS GÖTZ
Anônimo disse…
Minha Smurfette querida...
Amar-te-ei por toda a vida...
Beijos incestuosos do Papai Smurf.
Anônimo disse…
que surpresa linda!!! Um velho anjo despertando tanto verbo, tanta coisa... Um beijo enorme, do tamanho dessa deliciosa coragem!
Ed.
Rebecca M. disse…
Mônica,Juarez, Ritinha, Tainah, Anônimo, Nipow, Cris, André e Ed...

Esse blog é pra vocês, meus queridíssimos amigos...

É também uma forma de me exercitar, de me obrigar a escrever...

Que bom que vocês gostaram... Espero poder compartilhar ainda muitas viagens com todos vocês, literárias ou não!

Beijo carinhoso!

Rebs
Unknown disse…
A virtualidade nunca mais será a mesma... ao menos prá mim! Delícia de textos, de divagações- vaga- viga- ações. Manda mais! Bjs prá tí Gatinha.
Anônimo disse…
Rebequita,
fico feliz por esta sua conquista.
Lendo seus textos chegamos mais perto de você.
Parabéns!
Um beijo grande,
com carinho de quem te tem sempre dentro do coração.
Joana
Anônimo disse…
bom comeco

Postagens mais visitadas deste blog

Fazendo o balanço...

Em 2007, eu... Fiz novos amigos. Fiz o que pude pra guardar um tempinho para os velhos amigos, tão queridos... mas nem sempre consegui. Trabalhei bastante, mas sonhei ainda mais... Talvez demais. Tive pesadelos, mas acordei com alguém do meu lado... Senti muita falta da minha mãe. E mais ainda do meu pai. Falei a verdade. E me arrependi. Às vezes menti... Redescobri a Edith Piaf... e aprendi mais sobre arrependimentos. Tive muito medo, mas me socorreram a tempo... Saí da natação (mas pretendo voltar, juro!)... E engordei um pouco (eufemismos sempre são úteis). Vi dezenas (ou seriam centenas?) de filmes ótimos... E outros nem tanto... Vi duas peças magníficas! Rubros ... e Atrás dos Olhos das Meninas Sérias (se elas aparecerem em cartaz, corram pra lá!). Perdi a paciência... inúmeras vezes... Chorei de desespero... Mas me acalmei depois. Chorei de alegria - algumas vezes. Descobri o maravilhoso mundo encantado dos blogs... Descobri que toda vez que eu descubro algo novo, eu fico deslu...

Narcisistic home

O negócio é o seguinte: talvez a escrita nem comece. Estou em casa. Ou mesmo na rua. A casa é o intervalo para a rua. A casa é o começo da conversa. Daqui, ouço gritos. Moro no centro. O centro da cidade é um estampido. Rumores de todos os tipos. Sonoros, roucos, mudos. Viscosos. Gritos. O tempo todo. É como uma espécie de fábrica. De mugidos e cisternas. De gargalhadas. É como uma espécie de mercado. De fim de sexta-feira. Assovios, apitos, estalos, arranhões. Todo mundo. Algo vibra o tempo todo. Não faço idéia do quê. Bom, está chovendo. Mas não é o barulho da chuva. É atrás da chuva. É atrás do som. Algo que não se escuta nunca. Só agora. Depois do silêncio dos tacos. Antes do elevador. A casa é engraçada . Toda em portas. Um corredor. Algo que se estica. Uma varanda. Portas encardidas. Pedaços de fios. Conexões. Rios antenados espumando ligando controlando. Confirmando. Somos todos muito sozinhos. O lugar do telefone é importante. O espaço da tv. O espaço da fome. Eu não tenho ...

Da educação

Quando encontramos uma pessoal “mal educada” por aí, normalmente pensamos na falta de educação familiar (também conhecida popularmente como “pai e mãe”). Também é comum, quando conhecemos a família da pessoa em questão (e reconhecemos que a falta não vem dali), que pensemos na educação escolar propriamente dita, e nas possíveis lacunas que essa (má) educação possa ter infligido ao indivíduo mal educado em questão. Às vezes pensamos nas duas coisas, mas raramente pensamos em um “terceiro” fator, que é, do tripé educacional, o mais complexo: o fator cultural. Todos nós conhecemos, afinal, pessoas muito (ou bastante) letradas, educadas em escolas reconhecidas, ou de referência, com famílias também educadas e pais igualmente bem “formados”, que são, sabe lá Deus por que, verdadeiros colossos de ignorância, falta de sensibilidade para com o próximo e civilidade tacanha, se não inexistente. Também não é difícil encontrar o contrário, pessoas que, mesmo sem ter recebido da es...